domingo, 17 de fevereiro de 2013

Centro de Arte Moderna - Lisboa

 Até 31 de Março está patente a exposição de Lida Abdul. A primeira exposição de Lida Abdul (Kabul, 1973) em Portugal apresenta Time, Love and the Workings of Anti-Love a nova instalação da artista composta por uma máquina fotográfica, 542 fotos tipo passe e som: uma voz que diz um texto pungente que tem tanto de belo como de doloroso. A voz, ou a ausência dela, é algo importante na obra de Lida Abdul. No vídeo In Transit, de 2008 – que integra a exposição conjuntamente com White House e Dome, de 2005, e White Horse, Brick Sellers e War Games, de 2006 –, um grupo de crianças brinca em volta da carapaça de um avião soviético abandonado. O termo «carapaça», oriundo do mundo animal, não é aqui escrito por falta de vocabulário mecânico, mas sim pelo facto de a imagem deste avião semidestruído, esburacado – que aliás começa por nos ser mostrado em imagem parada como uma fotografia, para que o nosso olhar se demore e fixe nele –, mais parecer um corpo ferido, um esqueleto. 
Centro de Arte Moderna | Rua Dr. Nicolau de Bettencourt | Lisboa | Terça a Domingo 10:00 às 18:00 | http://www.cam.gulbenkian.pt

Centro de Arte Moderna - Lisboa



Até 7 de Abril está patente a exposição de pintura "a imagem que de ti compus" de Júlio dos Reis Pereira. Esta mostra centra-se sobretudo nas primeiras etapas do percurso artístico de Júlio dos Reis Pereira (1902-1983), destacando o trabalho surrealista e expressionista do pintor. Exposição organizada em parceria entre o CAM – Fundação Calouste Gulbenkian e a Fundação Cupertino de Miranda, em que ambas as instituições são depositárias de um forte núcleo de obras do artista nas suas coleções.Julio desenvolveu uma proposta experimental munida de compromisso e entrega impulsionadora de revelações detentoras de essência. Não se dissocia a presença do Poeta, sob o pseudónimo de Saúl Dias, que se espelha na consciência de cada obra, assiste-lhe pois a vontade de um querer ser. Um percurso feito paralelamente à completude que se respirava no contexto nacional, uma aventura realizada por sua conta, firmando-se no que podia apreender nas suas viagens, nas suas leituras, nos seus encontros. Foi a construção de uma singularidade presente na sua obra, que nos reserva a experiência da descoberta e da sensação de ocupação do espaço único.
Centro de Arte Moderna | Rua Dr. Nicolau de Bettencourt | Lisboa | Terça a Domingo 10:00 às 18:00 | http://www.cam.gulbenkian.pt

Museu Colecção Berardo - Arte Moderna e Contemporânea - Lisboa


De 20 de Fevereiro a 28 de Abril estará patente a exposição, Angela Detanico, Rafael Lain. Amplitude. Angela Detanico e Rafael Lain (Caxias do Sul, Brasil) começaram a expor em 2001 e em 2007 representaram o Brasil na 52ª Bienal de Veneza. Vivem e trabalham em Paris. Os seus trabalhos relacionam-se com várias tendências artísticas que animaram as vanguardas modernistas brasileiras, como sejam o concretismo, a poesia visual do grupo de Noigandres ou a arte digital. No entanto vivem noutra época, em que muitos aspetos destas vanguardas integram o nosso quotidiano, e por isso a sua referência apresenta uma dimensão lúdica, senão mesmo irónica, a partir das ambiguidades produzidas pelas suas obras. Nestas, a linguagem parece ter tomado conta de tudo, pois constroem-se a partir de um uso voluntariamente impróprio do trabalho de codificação e descodificação, de tradução e transposição que carateriza o fluxo da informação nas sociedades contemporâneas. O jogo de transposições de códigos e de perceções dos seus trabalhos constitui sempre um exercício sagaz de descoberta e criatividade. É nestes desvios que encontramos um infinito trabalho da linguagem compondo e decompondo o mundo, para que esta aceda de novo à sua experimentação plena.
Para conhecer melhor a obra acesse aqui.
Museu Colecção Berardo - Arte Moderna e Contemporânea | Praça do Império | Lisboa | Domingo a Sexta das 10h às 19h (última entrada: 18h30) | Sábado das 10h às 22h (última entrada: 21h30) | www.museuberardo.pt