segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Fundação Arpad Szenes - Vieira e Silva - Lisboa

Até 14 Abril 2013 está patente a exposição, Os Desastres da Guerra, pintura e desenho de Graça Morais, O trabalho de Graça Morais trata do Tempo e do Lugar. Ela construiu a sua imagem investigando memórias e transformando realidades: a do Portugal rural que mudava e perdia o seu tempo e o seu lugar no Mundo. As duas séries que agora se apresentam, embora encadeando-se nalguns outros momentos anteriores, surgem clara- mente como sobressalto cívico. Graça Morais reage, já não apenas a um pre- sente que perde o seu passado mas a um presente que perde também o seu futuro. As longas e intensas cenas rurais de Graça Morais olhavam um mundo que lentamente se desagre- gava, eram uma acção de conservação, uma homenagem. Agora são uma denúncia, um alerta. O tempo, aqui, é imediato e o espaço também – e ambos desabam vertiginosos sobre nós.Graça Morais usa fotografias da imprensa como fonte. Mas podia usar imagens de obras de Picasso ou Manet, Delacroix ou Goya, David ou Velázquez, Caravaggio ou Miguel Ângelo, Van Eyck ou Uccello, porque as mais certeiras dessas fotos de imprensa são as que coincidem com os estereotipos de dor e sacrifício, de violência e compaixão definidos nas imagens literárias eteatrais, orais e visuais da cultura oci- dental desde a sua formação. Graça Morais altera escalas, espaços, gestos, posições, direcções, muda protagonistas. Faz tudo para alcançar uma verdade sua que deseja venha a ser universalmente reconhecida. Mas como sempre, são as construções fic- cionadas que melhor nos trazem ao coração do real. O discurso de Graça Morais coincide com a História. Mas usando as imagens dos perigos, dos medos e das sombras que cobrem os
caminhos, nos entram em casa e nos assaltam nas ruas de todas as cidades do mundo, ela isola e destaca elementos, compõe situações novas de modo a sentir-se mais próxima de uma verdade trans-histórica. Se conhecermos a dureza dessa verdade profunda expulsaremos as sombras e venceremos os medos dos nossos dias de chumbo: é essa a vontade da pintora com a sua pintura.[João Pinharanda. Excertos do texto do catálogo]
Legenda da imagem: Série Sombras do Medo, 2012. Pastel e carvão sobre papel. 111,3 x 75,8 cm
Fundação Arpad Szenes - Vieira e Silva | Praça das Amoreiras, 56 | Lisboa | Segunda a Domingo das 10h às 18h | fasvs.pt

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Museu Colecção Berardo - Arte Moderna e Contemporânea - Lisboa


Museu Colecção Berardo - Arte Moderna e Contemporânea | Praça do Império | Lisboa | Domingo a Sexta das 10h às 19h (última entrada: 18h30) | Sábado das 10h às 22h (última entrada: 21h30) | www.museuberardo.pt

MNAC - Museu do Chiado - Lisboa

 MNAC - Museu do Chiado | Rua Serpa Pinto, 4 | Lisboa | Terça a Domingo das 10h às 180h | www.museudochiado-ipmuseus.pt

Chiado 8 Arte Contemporânea - Lisboa




 Até 15 de Fevereiro está patente a exposição Preto e Branco de Pedro Sousa Vieira. Através destas obras compostas por aglomerados de objetos muito distintos entre si, o artista recorda-nos que à conceção que defende que o conhecimento só é verdadeiramente possível por via de uma busca sistemática, progressiva e focada, existe uma alternativa que opta por se aproximar dos mistérios do mundo na base da sua diversidade, da sua amplitude e do seu intrínseco fascínio.
Partindo de uma total disponibilidade para acolher, inspecionar, perceber e inter-relacionar os mais díspares signos e fenómenos visuais, Pedro Sousa Vieira faz do seu processo criativo um ágil e singular dispositivo de teste à resistência das imagens face a esse suposto regime de exceção a que chamamos experiência artística.

Chiado 8 Arte Contemporânea | Largo do Chiado, n.º8 | Lisboa | Segunda a Sexta, das 12h às 20h