A partir de 3 de Feverereiro a 18 de Março decorrerá a exposição de escultura, Atalho de Pascal Ferreira. Atalho é necessidade de reciclagem, solução que obriga a renegociar. Não é desvio nem fuga mas sim processo reequacionado onde os recursos são poupados e o tempo reduzido, por vezes, no seu limite, à catarse. Atalho é gesto de revolta e passo mais frenético, mas sem ofender a esperança de sempre: a Paisagem continua a vasculhar o seu lugar e a organizar distâncias entre volumes, os protagonistas insistem no jogo sub-reptício da metáfora. A Narrativa encerra o mesmo propósito de reflexão onde o conflito entre movimento e pausa subsiste. Noção de viagem e repouso, procura e descoberta. Atalho é sem dúvida desejo do essencial por mais que, inversamente proporcional, se torna em obsessão ou mesmo numa contradição. Resta sempre saber por onde e para onde o atalho nos leva…( Pascal Ferreira)VPF CREAM ART GALLERY |Rua da Boavista, 84, 2º - Sala 2 |Lisboa | Terça a Sábado, das 14h às 19h30 | www.vpfcreamart.com
A partir de 3 de Fevereiro a 10 de Março decorrerá a exposição colectiva, A Corte do Norte. Artistas participantes: Bela Silva, Fabrízio Matos, Frederico Ferreira, Gil Heitor Cortesão, Inez Teixeira, Luís Nobre, Pedro Vaz, Rodrigo Oliveira, Rosa Carvalho, Sofia Aguiar, Sofia Leitão, Tomás Colaço A exposição A Corte do Norte pede emprestado o título ao livro escrito em 1987 por Agustina Bessa-Luís. A literatura cria relações com diferentes meios da criatividade contemporânea, nomeadamente as artes plásticas, a música e o cinema. A literalidade do título, transmite uma interpretação muito ambígua à precisão da exposição - entre o específico e o arbitrário; a exposição A Corte do Norte não apresenta qualquer reinterpretação ou vislumbre do romance de Agustina - não representa um ponto cardeal e não tem a preocupação de referir uma identidade geográfica ou temperamento específico, que permita alguma correspondência com o livro, antes interessando que a exposição discorra naturalmente, definindo uma paisagem artística actual - artistas distintos na idade, no estilo e no meio. A Corte do Norte pretende ser uma exposição que como os bons livros que lemos, nos surpreenda, nos inquiete, nos transmita beleza e felicidade. Sem a imaginação que disserta na arte, seríamos menos conscientes da importância da liberdade para que a vida seja vivida. É evidente que o que foi dito, apenas serve para descrever o processo a partir do qual nasce a exposição. (Victor Pinto da Fonseca - Curador da exposição)PLATAFORMA REVÓLVER | Rua da Boavista 84, 1o | Lisboa | Terça a a Sábado, das 14h às 19h30
De 10 a 20 de Fevereiro decorrerá a instalação, Ser espectador de Anabela Bravo. Este trabalho de Anabela surge da reflexão sobre a condição de espectador na contemporaneidade. Como em qualquer outro teatro, o Teatro da Trindade não vive sem espectadores. Ora, ser espectador implica também uma acção, a do olhar. O espectador age cada vez que observa, selecciona, compara e interpreta aquilo que vê. Nesta instalação, o espectador é confrontado com esta sua permanente condição.De 26 de Fevereiro a 6 de Março será exibido o vídeo, Un secret da autoria de Vasco Barata. Exibição cuja banda sonora nos narra um segredo…Sessões diárias, com horário a definir.
Round the Corner | Teatro Trindade | Rua Nova da Trindade, 9F-9G | Lisboa | Segunda a Sábado, das 15h às 20h | www.roundthecornertt.blogspot.com
Até 11 de Fevereiro está patente a exposição de pintura, Flowing Emotions de Monika Cilmi (Itália). A artista italiana Monika Cilmi faz uso da escrita como construção de visualidades. Sua arte quebra os limites entre o texto e a imagem, transcende limites espaciais e temporais. O traço de Monika desliza conscientemente sobre planos abstractos. Surge uma escrita oriental, um alfabeto que para muitos é enigmático, desenhos que tornam-se textos, ou textos que tornam-se imagens. A grafia não pode ser decifrada pela maioria dos observadores ocidentais, ao mesmo tempo liberta as amarras entre a forma e conteúdo, ou ainda, entre a escrita e a emoção. O observador enquanto leitor, ao tentar ler os trabalhos, entra em contacto com os sentidos da autora, a grafia explorada, embora indecifrável, manifesta-se como palavras. As imagens adquirem semelhança com pautas e escrituras, a base da linguagem é o desenho, uma trajectória semelhante ao surgimento da escrita. Podemos dizer que o espaço é preenchido por caracteres que são fragmentos do emocional da artista, como se pudesse pintar os trabalhos com palavras. Ao sobrepor textos sobre fundos abstractos, Monika reafirma a plasticidade da escrita. Nos deparamos com símbolos aparentemente ilegíveis, que lembram culturas distantes, remotas no tempo, portanto com segredos ainda não revelados, a permanecer em segredo. (José Roberto Moreira – Curador e Galerista)
Colorida Galeria de Arte | Rua Costa do Castelo,63 |Lisboa|Terça à Sábado, das 13h30 às 18h |www.colorida.pt