terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

CAROLINE PAGÈS GALLERY - Lisboa

A partir de 2 de Fevereiro a 19 de Março a galeria tem o prazer de apresentar a segunda exposição individual de Marta Moura (Lisboa, 1978). Exposição é composta por novos trabalhos sobre tela e papel que revelam por parte da artista a contínua exploração da pintura como meio para representar e questionar a omnipresença actual das imagens. Como ela própria afirma acerca do seu novo corpo de trabalho: “Os trabalhos apresentados em Exposição exploram diversas dimensões da relação entre Imagem e Pintura. Deslocações e transferências que ocorrem quer pela utilização da imagem enquanto modelo e referente para a pintura, quer pelo seu progressivo desvanecimento ou total anulação. Ao ser tornada pintura, representação da representação, a imagem fotográfica apresenta- se como vestígio de si própria. Transposta para a tela ou para o papel, a imagem é reinventada: cor, textura, enquadramento, dimensão, selecção, corte, fragmentação... a imagem assume uma nova materialização. Dando lugar a uma reinterpretação e procura, desconstruindo e descontextualizando a referência para de novo a reconstruir segundo uma nova vontade, uma nova reconfiguração... Nesse processo de deslocação ganha importância o momento em que a mancha ou traço se tornam imagem, onde se confunde e dilui com a tinta. A procura de instantes, mais ou menos visíveis, onde a matéria se converte em imagem ou a imagem se desvanece em mancha. Fracções condensadas, cristalizadas em cor e forma, que se confundem na ambiguidade da criação, dissolução e apagamento. Por outro lado, através da representação de suportes vazios desprovidos de imagem, são assim convocadas todas as potenciais imagens que servem como referência à pintura. Dosdiferentes meios e domínios do quotidiano: fotografias de jornais, revistas, livros, postais, rótulos de embalagens, publicidade, cinema, televisão, vídeo, fotografias pessoais... A aparente ausência torna-se presença e possibilidade imaginada.”
O seu trabalho encontra-se ainda incluído na colecção da Fundação PLMJ (Lisboa), da Fundação Ilídio Pinho (Porto), do Museu da Bienal de Cerveira, na colecção Safira e Luís Serpa e em colecções privadas em Portugal, França e Áustria.
Caroline Pagès Gallery | Rua Tenente Ferreira Durão, 12 – 1o Dto. |Campo de Ourique | Lisboa | 2a a Sábado das 15h às 20h e por marcação fora deste horário | www.carolinepages.com

VPF CREAM ART GALLERY - Lisboa

A partir de 3 de Feverereiro a 18 de Março decorrerá a exposição de escultura, Atalho de Pascal Ferreira. Atalho é necessidade de reciclagem, solução que obriga a renegociar. Não é desvio nem fuga mas sim processo reequacionado onde os recursos são poupados e o tempo reduzido, por vezes, no seu limite, à catarse. Atalho é gesto de revolta e passo mais frenético, mas sem ofender a esperança de sempre: a Paisagem continua a vasculhar o seu lugar e a organizar distâncias entre volumes, os protagonistas insistem no jogo sub-reptício da metáfora. A Narrativa encerra o mesmo propósito de reflexão onde o conflito entre movimento e pausa subsiste. Noção de viagem e repouso, procura e descoberta. Atalho é sem dúvida desejo do essencial por mais que, inversamente proporcional, se torna em obsessão ou mesmo numa contradição. Resta sempre saber por onde e para onde o atalho nos leva…( Pascal Ferreira)
VPF CREAM ART GALLERY |Rua da Boavista, 84, 2º - Sala 2 |Lisboa | Terça a Sábado, das 14h às 19h30 | www.vpfcreamart.com

PLATAFORMA REVÓLVER - Lisboa

A partir de 3 de Fevereiro a 10 de Março decorrerá a exposição colectiva, A Corte do Norte. Artistas participantes: Bela Silva, Fabrízio Matos, Frederico Ferreira, Gil Heitor Cortesão, Inez Teixeira, Luís Nobre, Pedro Vaz, Rodrigo Oliveira, Rosa Carvalho, Sofia Aguiar, Sofia Leitão, Tomás Colaço A exposição A Corte do Norte pede emprestado o título ao livro escrito em 1987 por Agustina Bessa-Luís. A literatura cria relações com diferentes meios da criatividade contemporânea, nomeadamente as artes plásticas, a música e o cinema. A literalidade do título, transmite uma interpretação muito ambígua à precisão da exposição - entre o específico e o arbitrário; a exposição A Corte do Norte não apresenta qualquer reinterpretação ou vislumbre do romance de Agustina - não representa um ponto cardeal e não tem a preocupação de referir uma identidade geográfica ou temperamento específico, que permita alguma correspondência com o livro, antes interessando que a exposição discorra naturalmente, definindo uma paisagem artística actual - artistas distintos na idade, no estilo e no meio. A Corte do Norte pretende ser uma exposição que como os bons livros que lemos, nos surpreenda, nos inquiete, nos transmita beleza e felicidade. Sem a imaginação que disserta na arte, seríamos menos conscientes da importância da liberdade para que a vida seja vivida. É evidente que o que foi dito, apenas serve para descrever o processo a partir do qual nasce a exposição. (Victor Pinto da Fonseca - Curador da exposição)
PLATAFORMA REVÓLVER | Rua da Boavista 84, 1o | Lisboa | Terça a a Sábado, das 14h às 19h30

ROUND THE CORNER - Lisboa

De 10 a 20 de Fevereiro decorrerá a instalação, Ser espectador de Anabela Bravo. Este trabalho de Anabela surge da reflexão sobre a condição de espectador na contemporaneidade. Como em qualquer outro teatro, o Teatro da Trindade não vive sem espectadores. Ora, ser espectador implica também uma acção, a do olhar. O espectador age cada vez que observa, selecciona, compara e interpreta aquilo que vê. Nesta instalação, o espectador é confrontado com esta sua permanente condição.
De 26 de Fevereiro a 6 de Março será exibido o vídeo, Un secret da autoria de Vasco Barata. Exibição cuja banda sonora nos narra um segredo…Sessões diárias, com horário a definir.
Round the Corner | Teatro Trindade | Rua Nova da Trindade, 9F-9G | Lisboa | Segunda a Sábado, das 15h às 20h | www.roundthecornertt.blogspot.com