sábado, 22 de janeiro de 2011

Paço dos Duques de Bragança Galeria - Guimarães


Até 31 de Janeiro está patente a exposição de pintura e escultura, Origens de Francisco Gomes Machado. “ De cada obra que se aprecia, emerge a magia forte e calma do Artista F.G. Machado. A harmonia das cores e a profundidade dos traços dá aos seus quadros um envolvimento de paz e tranquilidade, que extasia. Os rostos escultóricos exprimem diversos sentir de alma e culturas humanas; parece que falam!” (Fernando C. Marques – 2008)
Paço dos Duques de Bragança Galeria | Rua Conde D. Henrique | Guimarães | www.fgmachado.com

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Museu do Oriente - Lisboa

A arte Namban serve de temática à nova exposição que está patente até a 31 de Maio no Museu do Oriente , integra o núcleo Presença Portuguesa na Ásia sob a denominação Encomendas Namban - Os portugueses no Japão da Idade Moderna. A exposição visa reenquadrar o fenómeno namban do ponto de vista da encomenda, dos mercados a que se destinava e dos agentes que lhe estiveram associados, através de um conjunto significativo de peças de artes decorativas japonesas e indo-portuguesas. A exposição reúne um conjunto de obras, mobiliário, têxteis, armaria e pintura, provenientes do próprio acervo do Museu do Oriente e de empréstimos de museus nacionais e coleccionadores privados nacionais e estrangeiros. A cultura material a que se reporta esta exposição agrupa uma variedade de tipologias, formas e suportes, e aponta para um universo sobre o qual muito pouco se sabe: o da encomenda de arte namban no contexto da presença portuguesa no Japão, desde a segunda metade do século XVI até cerca de 1640. No Japão, o termo namban-jin foi, pela primeira vez, aplicado aos portugueses como sinónimo de bárbaros do Sul. Esta designação incluiu, também, outros povos do Sul da Europa, designadamente espanhóis e italianos, presentes no território sobretudo por via da missionação, que marcou indelevelmente um período que ficou conhecido como o século cristão. Testemunho de um encontro que se estabeleceu durante cerca de cem anos, a arte Namban é o resultado de um diálogo complexo, com interesses e expectativas distintas de ambas as partes, e em simultâneo, de uma observação e entendimento mútuos, pautando-se pelo hibridismo, riqueza e adaptabilidade temática, formal e técnica. Espelho do olhar japonês sobre uma parte da Europa dos séculos XVI e XVII, é ainda reflexo da forma como nipónicos e ocidentais se posicionaram face a um mundo novo e estranho.
Museu do Oriente, Avenida Brasília | Doca de Alcântara (Norte) | Lisboa | Terça-feira a Domingo das 10h às 18h | Ingresso: € 5,00 | www.lpmcom.pt

Chiado 8 Arte Contemporânea - Lisboa















A partir de 24 de Janeiro a 11 de Março estará patente a exposição de pintura, Uma história de amor, de Bruno Pacheco A obra de Bruno Pacheco centra-se sobretudo no âmbito da prática pictórica, recorrendo frequentemente à fotografia como ponto de partida. Produzidas pelo próprio ou resgatadas dos mais variados meios e suportes – sejam eles jornais, revistas, materiais publicitários ou a internet – as imagens que servem de base às suas pinturas constituem um álbum em permanente desenvolvimento, cuja orgânica interna é análoga à de uma colecção informal. Organizada em três núcleos distintos, porém concomitantes, a exposição que agora se apresenta permite acompanhar os desenvolvimentos recentes do seu trabalho, bem como aferir a sua vitalidade e progressiva sofisticação. Bruno Pacheco nasceu em Lisboa, em 1974. Vive e trabalha em Lisboa e em Londres. De entre as suas exposições recentes, destacam-se as individuais All Together, Culturgest (2007), e Three Orange Trees, a Box and Some Gloves, Hollybush Gardens, Londres (2010). Em 2004 foi o vencedor da oitava edição do Prémio de Artes Plásticas União Latina.
Legendas das imagens: Y., 2010-2011[pormenor],Cortesia Hollybush Gardens, Londres© DMF, Lisboa | Revelation/Shelter, 2010-2011,Cortesia Hollybush Gardens, Londres© DMF, Lisboa | R., 2010-2011[pormenor], Cortesia Hollybush Gardens, Londres© DMF, Lisboa | B., 2010-2011 [pormenor],Cortesia Hollybush Gardens, Londres© DMF, Lisboa
Chiado 8 Arte Contemporânea | Largo do Chiado, nº8| Lisboa | Segunda a Sexta-feira, das 12h00 às 20h00 | www.fidelidademundial.pt

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

ALECRIM 50 GALERIA - Lisboa

Até 29 de Janeiro está a decorrer a exposição de pintura de André Almeida e Sousa. Sobre o trabalho de André nos fala Nuno Costa Santos: "E se eu vos falar de um olhar que não foge, que se fixa, que aprofunda, de uma mão que não se deslumbra, ciente da dificuldade dos processos e dos mistérios de uma investigação paciente, quase eremítica. Uma pintura que começa por ser alvoroço e se transfigura em corpo autónomo e transcendente, lava esquecida do vulcão que a espalhou. Território de camadas feito, sem querer saber onde começou e onde acaba, mapa cromático e de pormenores a descobrir em cada investida.E se eu vos falar de uma pintura que sacode o supérfluo como os animais impacientes. Livre de efeitos, títulos e trocadilhos visuais, sem respirações espúrias e cansaços fáceis, gesto que começa por ser exigência para consigo e acaba como exigência para com o mundo que o contempla.Cada quadro, um universo e uma geografia próprios. A cor como dado sensorial e orgânico, potenciador de contrastes e criador de pontos de luz - unidade nesta diversidade procurada. O inventário dos elementos - figuras humanas, narrativas cruzadas, um corpo suspenso no ar, buracos negros, espadas, copas, barco, céu, comida, espelho - torna-se um truque demasiado óbvio perante uma voz que, ao desfazer as narrativas que simula, nomeia sempre para dizer outra coisa. Cedo se percebe que esta gramática, como acontece com aquilo que é mais fundo em nós, não é verbalizável - ou apenas é verbalizável nos termos incertos e secretos de cada um. Como a memória, substância que se vai revolvendo e alterando sempre que é invocada, barro de que é feita esta matéria. Como a crença, que sustenta tudo isto. Sublime teimosia esta, de quem, nas voltas do seu atelier, afirma, solitária e corajosamente, "eu pinto assim". Alecrim 50 | Rua do Alecrim, 48-50 |Lisboa | 2ª a 6ª das 11h às 19h | Sábado das 11h às 18h | www.alecrim50.pt