segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

CORDEIROS GALERIA - Porto

A exposição está patente até 5 de Fevereiro.
CORDEIROS GALERIA | Rua António Cardoso, 170 Apartado | Porto | Segunda a Sexta da 10h às 12h30 | 14h30 às 20h | Sábado das14h30 às 20h |www.cordeirosgaleria.com

GALERIA 3+1 ARTE CONTEMPORÂNEA - Lisboa

A partir de 14 de Janeiro a 26 de Fevereiro será exibida pela primeira vez em Portugal a obra da jovem artista mexicana de ascendência nipónica Hisae Ikenaga. O trabalho de Hisae Ikenaga é eminentemente escultórico (objectual e instalativo), com incursões pelo desenho e pela fotografia. Pese embora a força formal das suas obras, uma ressonância conceptual de herança duchampiana - actualizada pelas consequências do capitalismo globalizado - estrutura todo o trabalho. Reflexões acerca de dualidades como produção artesanal versus produção industrial ou homem versus natureza, a metamorfose e humanização do objecto - o objecto em si e o seu significado na relação que se estabelece entre eles e os seres humanos -, a democratização do objecto, os sistemas de produção contemporâneos e a lógica do faça você mesmo, ou ainda a semiótica do espaço e as complexidades da sua nomeação, estão presentes na sua obra que pode ter tanto de poético como de irónico. Exemplo paradigmático é a série À distância, da qual uma obra será exposta. Esta série propõe um conjunto de esculturas construídas com mobiliário da loja IKEA a partir de um manual de instruções desenhado e fornecido pela artista. O facto de serem objectos acessíveis em muitos lugares do mundo responde à necessidade de fazer peças à distância, ao mesmo tempo permitindo à artista abordar questões tão vastas como a autoria e os modos contemporâneos da produção artística, o faça você mesmo e a arte participativa, a produção serial e a democratização do design, o fenómeno da globalização, a poética e a “vida” dos objectos, ou ainda a subversão (através do objecto e não da sua renúncia) da lógica do mercado artístico. A par deste trabalho, poderão ser vistas outras esculturas e trabalhos em papel (desenhos e recortes) pertencentes a diferentes séries do corpo de trabalho que Hisae Ikenaga tem vindo a desenvolver nos últimos tempos. O título da exposição – Concreciones – aponta para essa diversidade que se agrega num todo, como quando em geologia diferentes substâncias aderem a uma rocha. Legenda da imagem: Hisae Ikenaga, ¨A distancia nº 3¨, 2010, mobiliário IKEA, dimensões variáveis. Galeria 3+1 | RUA ANTÓNIO MARIA CARDOSO, 31 | LISBOA | TER – SAB 14H – 20H |www.3m1arte.com

GALERIA NOVO SÉCULO - Lisboa

Até 5 de Março está a decorrer a exposição de pintura e desenho, Sonho Imaginado de Catarina Garcia. Está exposição é o ponto de partida para o mais recente trabalho de Catarina. Aqui surge uma nova abordagem à pintura onde o imaginário infantil é representado de uma forma indirecta. Constroem-se nas telas ilusões, a partir de fontes e interesses de origens diversas, como se tratasse de uma forma de sonhar acordado.
Galeria Novo Século | Rua de O Século 23 A B | LISBOA| Terça a Sábado das 14h ás 19 h

Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva - Lisboa















A partir de 27 de Janeiro a 30 de Abril estará patente a exposição de fotografia,
Retratos de Mulheres dos fotográfos: Man Ray, Jorge Martins e Julião Sarmento.
De Man Ray (1890-1976) é apresentado o notável conjunto The Fifty Faces of Juliet, da colecção Fondazione Marconi, Milão. São retratos de Juliet Browner (1911-1991), mulher do artista, fotografada entre 1941 e 1955. O projecto do livro The Fifty Faces of Juliet foi concebido por Man Ray no início do anos 50 do século XX em homenagem a Juliet, e consiste numa selecção de fotografias tiradas em Los Angeles, onde Man Ray aplicou várias técnicas e estilos, intervencionadas, coloridas e de dimensões variadas.
Em diálogo com Man Ray surgem dois artistas portugueses, Jorge Martins e Julião Sarmento. Este confronto traz a público fotografias pouco conhecidas, ou mesmo inéditas, de dois importantes artistas contemporâneos, que, à semelhança de Man Ray, sempre fotografaram em paralelo com outras práticas artísticas. São também retratos de mulheres que surpreendem e elucidam indigações criativas.
Jorge Martins nunca pensou em mostrar as fotografias, 20 registos íntimos de modelo feminino, feitos entre 1964 e 1973, em Paris, a que chamou Eros cromático. Algumas fotografias foram realizadas no atelier parisiense de Vieira da Silva, rue de l’abbé Carton, que a pintora cedia aos artistas que lhe eram próximos (como Jorge Martins, Lourdes Castro e René Bertholo) quando se instalava em Yèvre-le-Châtel. As fotografias, coloridas a lápis de cera, são suporte para exercícios cromáticos e jogos de luz, onde sulcos e curvas remetem para motivos plásticos da pintura de Jorge Martins. O conjunto mostrado pertence à colecção do artista e a duas colecções particulares.
Julião Sarmento apresenta 62 fotografias de 31 mulheres, realizadas ao longo de 42 anos, núcleo criteriosamente escolhido por Sergio Mah de entre inúmeros negativos e provas. Na maioria inéditas, as fotografias, retratos de mulheres, foram realizadas entre finais dos anos 60 e a actualidade. O conjunto inclui registos íntimos, apontamentos espontâneos e lúdicos e imagens que sugerem intenções mais estéticas e conceptuais e que remetem para a produção artística mais conhecida do pintor. Todas as fotografias pertencem à colecção António Cachola.
Legenda das Imagens: Jorge Martins - Eros Cromático, 1964/1973, lápis de cera sobre fotografia, 12,5 x 11 cm, Colecção particular, Lisboa | Man Ray 1944, Fotografia, 25,4 x 20 cm | Julio Sarmento - Carmo, Porto Covo, Setembro l972
Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva | Praça das Amoreiras, 58 | LISBOA | Segunda a Domingo 10h às 18h | Encerra terça-feira e feriados | www.fasvs.pt