segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

GALERIA SETE - Coimbra

A partir de 15 de Janeiro a 12 de Fevereiro estará patente a exposição de pintura , Em Trânsito, do artista Carlos Barão. «Carlos Barão tem sabido mergulhar nos processos de auto-reconhecimento, trazendo para suportes convencionais as linhas, arabescos, formas indecifráveis, objectos comuns que parecem apresentar e dar-nos a ver materiais da memória (...), escritas remotas, coisas que sinalizam a infância, um mundo que já foi e que vem até nós de muito longe, do côncavo do lago espesso onde se encontrava. Há uma imagem complementar que nos ajuda a perceber o processo: é a imagem de alguém que mergulha o braço naquela água, até ao ombro, e de lá vai repescando detritos da vida e das coisas, formas desprendidas e rotas, fios, papéis (...). No seu pleno espaço de expressão, ele elabora formas através de linhas, tintas como que rasuradas, colagens, manchas de recortes particulares, antropomórficos, ou caligrafias narrativas em torno dos personagens do quotidiano, da família e dos adereços construtivos (...). Cada quadro, onde estes elementos se identificam e logo se desvanecem ou são encobertos por outras camadas de tempo, constitui em geral um espectáculo de grande efeito expressivo, o apelo à criança que existe dentro de nós em vez do luxo verista de certas representações.» (Rocha de Sousa,“Jornal de Letras”, Abril 2009)
Galeria Sete | Av. Dr. Elísio de Moura, 53 | Coimbra | 2ª a 6ª feira: 11h às 13h - 14h às 20h | Sábado: 15h às 20h |
www.galeriasete.com

COLORIDA GALERIA DE ARTE - Lisboa

Até 14 de Janeiro está a decorrer a exposição de pintura de Asli Ozok, intitulada Sobreposições. Na pintura de Asli Ozok os planos se cruzam, as figuras conversam umas com as outras e o contacto altera suas rotas e deixa marcas. A artista quebra a previsibilidade das formas através de um jogo de permutação. A beleza não surge apenas de um impulso em direcção à perfeição, mas sim do encontro ao acaso das superfícies sobrepostas. Como na geometria, a pintura de Asli explora infinitos pontos e intersecções, memórias e figuras religiosas sobrepõem imagens facilmente reconhecíveis na sociedade do consumo. Ao colocar o consumismo em seus trabalhos, a artista sugere a necessidade de transformações sociais, mas não as define. A realidade transborda nos trabalhos e confronta-se com a incapacidade de frear as ideologias e sentimentos que não podem ser comprados. A vida robotizada, onde o exagero produz a escassez, ou em outras palavras, o excesso a gerar privação. Asli explora em seus trabalhos o culto das marcas e a exaltação do consumo como busca da sociedade para atingir um sentimento de segurança. Estão lá o descrédito diante dos referenciais religiosos e éticos, a gerar uma busca pelo individualismo. O consumismo encorajado para satisfazer as necessidades emocionais, uma profusão desordenada de imagens de indivíduos, animais, objectos e ideologias, todos sobrepostos por verdadeiros códigos de barra, devidamente separados e classificados para serem consumidos e posteriormente descartados pela mesma sociedade que os criou. (José Roberto Moreira – Comissário e Galerista)
Colorida Galeria de Arte | Rua Costa do Castelo, 63 | Lisboa |Terça à Sábado, das 13h30 às 18h|
www.colorida.pt

GALERIA PEDRO OLIVEIRA - Porto

Até 29 de Janeiro está a decorrer a exposição de pintura de Paulo Brighenti intitulada,“... a sombra não chega para esta memória.” Para esta exposição Brighenti retoma o título de uma das suas primeiras séries de pinturas, excerto de um poema de João Miguel F. Jorge. Próxima da monocromia, a imagem pintada emergia num fundo escuro, no limite do visível, implicando o tempo e o olhar do observador. Esta sombra tem operado subterrânea e interiormente no seu trabalho. Uma lama plasmada na superfície vai-se fixando para o aparecimento das figuras. Nas pinturas e nos desenhos recentes o trabalho desenvolve-se a partir de naturezas-mortas. Encenadas em pequenas maquetas, algumas bidimensionais, outras tridimensionais, silhuetas recortadas em papel, moldadas em barro, espelhos e luzes, ecoando corpos no espaço do atelier. O som é exterior, vem sempre do exterior. Acompanha e nomeia as diferentes séries. (DM, Novembro 2010)
GALERIA PEDRO OLIVEIRA|Calçada de Monchique, 3| Porto|Terça a Sábado das 15h às 20h |www.galeriapedrooliveira.com

GALERIA NOVO SÉCULO - Lisboa

A partir de 13 a 29 de Janeiro estará patente a exposição de pintura de Carlos Barroco, intitulada Anos 80.
Galeria Novo Século | Rua de O Século, 23 A B | Lisboa | Terça a Sábado das 14h às 19 h