Até 22 de Janeiro de 2011 está a decorrer a exposição Um dicionário, quatro alfabetos, um sistema decimal, de Pedro Diniz Reis. Pedro Diniz Reis (Lisboa, 1972) tem utilizado predominantemente o vídeo no seu trabalho, a par de incursões mais ou menos frequentes por outros media, como a fotografia, a performance e o som. Os seus vídeos resultam de um processo laborioso, em que o domínio irrepreensível das ferramentas de edição do som e da imagem se alia a um rigor formal obsessivo. As obras agora apresentadas – cinco vídeos e uma peça sonora – desvendam uma linha de investigação dentro do seu trabalho, desenvolvida entre 2004 e 2010, que se caracteriza pela utilização de signos linguísticos (diferentes alfabetos, todas as palavras de um dicionário inglês, os números de 0 a 9 ditos em japonês) em processos de composição visual e sonora que aplicam determinadas regras de combinação e sequenciação dos elementos para gerar resultados que escapam à subjectividade do artista. Tomando os signos linguísticos como matéria abstracta, puramente significante, Pedro Diniz Reis reactiva, de um modo muito particular, as tradições da poesia visual e da música concreta e aleatória, convidando o espectador a uma experiência sensorial fortemente imersiva.
Culturgest Porto — Galeria | Edifício Caixa Geral de Depósitos | Av. dos Aliados, 104 | Porto | Segunda a Sábado, das 10h00 às 18h00 (última admissão às 17h45)|Encerra aos domingos e feriados | Visitas guiadas a grupos escolares e/ou organizados (a partir de 10 pessoas) Inscrições e informações: 22 209 81 16
Até 27 de Novembro está a decorrer a exposição SCRIPTA de Francisco Tropa. Francisco Tropa começou a expor individualmente em 1991 na Galeria Monumental, Lisboa. O seu trabalho suscitou, desde cedo, o interesse e o apoio activo de diferentes agentes do contexto artístico, tendo sido seleccionado para o Prémio União Latina na Fundação Gulbenkian e na Culturgest (1996 e 1998). Ganhou o Prémio da 7ª Bienal das Caldas da Rainha (1997), realizou uma exposição individual na Fundação de Serralves (1998), representou Portugal (em conjunto com Lourdes Castro) na Bienal de São Paulo (1998), participou na Bienal de Melbourne, na Austrália (1999), e na Manifesta em Liubliana (2000).
Francisco Tropa é representado pela Quadrado Azul, em Lisboa. Galeria Quadrado Azul | Largo dos Stephens, 4 | Lisboa (à Rua das Flores) | Terça a Sábado das 13h às 20h | www.quadradoazul.pt
Até 12 de Dezembro está patente a exposição de pintura, ARRANHANDO A EXISTÊNCIA, de Pedro Charters d' Azevedo. Em dez anos de ciclo artístico tem percorrido muitos caminhos que vão desde um abstraccionismo libertário iniciático a formas mais figurativas e controladas, ou ainda exercícios quase puramente estéticos e decorativos onde os efeitos de luz induzem novas sensações, como se estivéssemos na presença de novíssimos materiais de construção. E a temática abundante soma e segue: florais,, manchas significativas, urbanidades, danças, corpos de mulher e outros simbolismos diversos e não especificados. A exposição estará patente ao público de até 12 de Dezembro. Galeria Vieira Portuense | Largo dos Lóios, 50 | Porto | Terça-feira a Sábado, das 9h30 às19h | Domingo, das 13h às 18h |www.galeriavieiraportuense.net
Até 3 de Dezembro está a decorrer a exposição de pintura, Ways of Spirit de Prakash Bal Joshi (India). Sensibilidade é o recurso utilizado pelo artista na composição de suas pinturas. Cores quentes combinadas com um espírito abstracto oferecem sua visão do mundo, sua interpretação. Através de uma maneira particular de atrair luz e movimento, Prakash manipula cor e forma a ponto de fazer com que se rebelem a seu favor. Dezenas ou até mesmo centenas de elementos fragmentados em cores vivas ao acaso revelam que o artista cria uma história em cada trabalho. Faixas que crescem à medida que emergem para a extremidade da tela reforçam a sensação de movimento. O que instaura-se é o mundo do artista ordenado pela anarquia espiritual, uma vertigem em que todos os elementos sofrem sucessivamente um processo de transformação. A pintura de Prakash propõe uma imagem autónoma, sem compromisso, a permitir que o olhar transite livremente na experimentação contínua do artista. (José Roberto Moreira - Curador e Galerista)
Colorida Galeria de Arte | Rua Costa do Castelo, 63 | Lisboa | Terça à Sábado, das 13h30 às 18h | www.colorida.pt