Até 12 de Dezembro está patente a exposição de pintura, ARRANHANDO A EXISTÊNCIA, de Pedro Charters d' Azevedo. Em dez anos de ciclo artístico tem percorrido muitos caminhos que vão desde um abstraccionismo libertário iniciático a formas mais figurativas e controladas, ou ainda exercícios quase puramente estéticos e decorativos onde os efeitos de luz induzem novas sensações, como se estivéssemos na presença de novíssimos materiais de construção. E a temática abundante soma e segue: florais,, manchas significativas, urbanidades, danças, corpos de mulher e outros simbolismos diversos e não especificados. A exposição estará patente ao público de até 12 de Dezembro. Galeria Vieira Portuense | Largo dos Lóios, 50 | Porto | Terça-feira a Sábado, das 9h30 às19h | Domingo, das 13h às 18h |www.galeriavieiraportuense.netsexta-feira, 26 de novembro de 2010
GALERIA VIEIRA PORTUENSE - Porto
Até 12 de Dezembro está patente a exposição de pintura, ARRANHANDO A EXISTÊNCIA, de Pedro Charters d' Azevedo. Em dez anos de ciclo artístico tem percorrido muitos caminhos que vão desde um abstraccionismo libertário iniciático a formas mais figurativas e controladas, ou ainda exercícios quase puramente estéticos e decorativos onde os efeitos de luz induzem novas sensações, como se estivéssemos na presença de novíssimos materiais de construção. E a temática abundante soma e segue: florais,, manchas significativas, urbanidades, danças, corpos de mulher e outros simbolismos diversos e não especificados. A exposição estará patente ao público de até 12 de Dezembro. Galeria Vieira Portuense | Largo dos Lóios, 50 | Porto | Terça-feira a Sábado, das 9h30 às19h | Domingo, das 13h às 18h |www.galeriavieiraportuense.netCOLORIDA GALERIA DE ARTE - Lisboa
Até 3 de Dezembro está a decorrer a exposição de pintura, Ways of Spirit de Prakash Bal Joshi (India). Sensibilidade é o recurso utilizado pelo artista na composição de suas pinturas. Cores quentes combinadas com um espírito abstracto oferecem sua visão do mundo, sua interpretação. Através de uma maneira particular de atrair luz e movimento, Prakash manipula cor e forma a ponto de fazer com que se rebelem a seu favor. Dezenas ou até mesmo centenas de elementos fragmentados em cores vivas ao acaso revelam que o artista cria uma história em cada trabalho. Faixas que crescem à medida que emergem para a extremidade da tela reforçam a sensação de movimento. O que instaura-se é o mundo do artista ordenado pela anarquia espiritual, uma vertigem em que todos os elementos sofrem sucessivamente um processo de transformação. A pintura de Prakash propõe uma imagem autónoma, sem compromisso, a permitir que o olhar transite livremente na experimentação contínua do artista. (José Roberto Moreira - Curador e Galerista) Colorida Galeria de Arte | Rua Costa do Castelo, 63 | Lisboa | Terça à Sábado, das 13h30 às 18h | www.colorida.pt
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Casa-Museu Teixeira Lopes - Vila Nova de Gaia
Casa-Museu Teixeira Lopes | Rua Teixeira Lopes, 32 | V.N. Gaia | Terça a Sábado: 9h00 às 17h00 | Domingos e Feriados: 10h00-12h00/14h00-17h00 | www.gaianima.pt/cmteixeiralopes
Cristina Guerra Contemporary Art - Lisboa
Até 15 de Janeiro de 2011 está a decorrer a exposição de pintura LA SILLA DEL DIABLO, de Juan Araujo. As imagens de Juan Araujo (Caracas, 1971) são uma profunda reflexão sobre a relação pintura-arquitectura que se expressa, frequentemente, através dos binómios ficção/realidade; bidimensionalidade/tridimensionalidade e imaterialidade/materialização. O seu jogo de associações, no entanto, não se esgota por aqui. Como material de trabalho Araujo utiliza registos que servem de intermediários entre as duas formas artísticas tais como reproduções de livros, fotografias digitais ou impressas, entre outros, constituindo um arquivo de obras fundamentais da História da Arte, à semelhança de um verdadeiro Museu Imaginário e que vão desde obras de grandes arquitectos (sobretudo sul americanos tais como Niemeyer, Acabaya e Barragan) a artistas plásticos (Alejandro Otero, Geraldo de Barros, Kandinsky, Calder, entre outros). Podemos, assim, afirmar que cada uma das suas obras é uma espécie de hipertexto. Para além de uma reflexão sobre o sistema artístico nas suas variantes, trata-se de, então, de uma meditação sobre a reprodutibilidade e, em última instância, sobre o lado simulacral e o estatuto actual da imagem. Neste aspecto, Araujo aproxima-se de Marcel Duchamp no conceito do ready made que, no entanto, ultrapassa com a recriação em pintura.Não obstantes as referências externas, à primeira vista, o observador (incauto) pode percepcionar nas suas imagens um registo quase pessoal, numa atitude de diário gráfico de lugares percorridos que não deixam de ter uma certa ressonância “literária”. Esta qualidade misteriosa coloca-o perto de um realismo quase fantástico no sentido de deixar em aberto as possíveis interpretações, lançando a dúvida sobre o que se visiona.
As pinturas de Juan Araujo tratam-se, igualmente, de uma homenagem à forma como a globalização, enquanto movimento universal, se revela menos uniformizadora do que o idealmente pretendido. Os seus trabalhos são um hino à arquitectura latino americana e à maneira como esta, singelamente, interpreta aquele que foi um verdadeiro movimento internacional, carregado de uma utopia humanista: o Modernismo. O título desta exposição dá-nos, claramente, pistas sobre esta questão. La Silla del Diablo, é uma cadeira desenhada por Alexander Calder que homenageia Carlos Villanueva, arquitecto venezuelano que projectou a Cidade Universitária de Caracas, em 1954, propondo, para esta uma síntese das artes, uma Gesamtkunstwerk, convocando, para o efeito, artistas desde Calder, Arp, Vasarely, entre outros nomes do panorama artístico moderno internacional. Esta referência é uma metáfora para a obra de Araujo que é, igualmente, a tentativa através da pintura, da construção de uma obra total e é, simultaneamente, uma reflexão sobre a utopia falhada de um modernismo que invadiu a rural Venezuela para uso da ditadura vigente. Por último, esta peça é, igualmente, a introdução de uma forma geométrica num contexto natural biodiverso, aparentemente antagónico, trazendo à superfície as especificidades da arte do continente sul-americano: quente, exuberante, emotiva, intuitiva, contrariando, assim a racionalidade da disciplina do design modernista e, sobretudo, ocidental. Todavia, o funcionalismo desta cadeira é duvidoso por si próprio, dando a sensação de algum desconforto ou mesmo do perigo de queda, desviando a atenção da sua desejável ergonomia para a sua evidente estética ou, se quisermos, para a sua falha enquanto objecto funcional. Os trabalhos de Juan Araujo estão presentes em diversas colecções públicas e privadas, das quais se destacam Tate Modern, Londres; Museu du Arte Moderna de Nova Iorque (MoMA); Museu de Arte Contemporâneo de Caracas, Centro Gallego de Arte Contemporáneo, Santiago de Compostela (CGAC); Inhotim, Centro de Arte Contemporânea, Belo Horizonte; Colecção Teixeira de Freitas, Lisboa; Colecção Carlos Rosón, Pontevedra; Colecção Eskandar & Fátima Malekl, Londres; Colecção Adriana Cisneros, Miami.
Cristina Guerra Contemporary Art | Rua de Santo António à Estrela , 33 | Lisboa | www.cristinaguerra.com
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