quarta-feira, 3 de novembro de 2010

GALERIA ARTHOBLER - Porto

A partir de 6 de Novembro até 11 de Dezembro estará a decorrer a exposição de pintura Liqen de Chronomorphosis.
Acostumados a vê-lo na estratosfera, pegado aos muros e paredes de qualquer civilização, Liqen, um ser de uma outra galáxia, oferece-nos, pela primeira vez, a possibilidade de contemplar as suas obras mais pessoais criadas na sua nave-estúdio. Para esta exposição, Liqen criou com os seus flagelos uma pintura-logia, como um pião rachado que, girando, reparte os seus universos, a sua relatividade dependente da matéria, das suas mudanças constantes e dos seus influxos, que muitas vezes aterram na loucura …. adivinhando sobre as manchas e acertando na alquimia com a sua linha incisiva, mágica e transformadora. O universo como dinamizador da mudança, onde nada permanece…. As suas personagens acabam por auto-desfigurar-se, convertendo-se em paisagens científicas, os seus corpos sem forma nem tempo real, parecem essencialmente mutantes. Uma realidade fantástica, homeopática, capaz de embalsamar o tempo.
Galeria Arthobler | Rua Miguel Bombarda 624 | Porto | 5ª – Sábado 15h – 19h30 | www.arthobler.com

GALERIA SERPENTE - Porto

A partir de 6 de Novembro a 23 de Dezembro estará a decorrer a exposição de pintura, Natureza (não) Morta de Teresa Gil.
O zigoto, a morfogénese e a última fronteira, são processos de estudo intemporais à escala humana.A metamorfose como processo de transformação física é abordada no conceito fitomórfico num momentode indefinição entre dois estados. Este conceito de dualidade é explorado ao longo da acção artística,sendo representado nas diferentes épocas e nos seus movimentos artísticos. Esta série de trabalhos aborda, implicitamente, a quarta dimensão mas, materializa-se em formas contorcidas,ondulantes, dinâmicas, por vezes contundentes, resultantes do murchamento de pétalas ou folhas, onde todo o processo se desenrola sob a presença humana.
SERPENTE - Galeria de Arte Contemporânea | Rua Miguel Bombarda 558 | Porto | Terça a Sábado das 15h às 19h | www.galeriaserpente.com

Espaço Ribeira Negra - Alfândega do Porto

Será inaugurado no próximo dia 6 de Novembro às 11h o Espaço Ribeira Negra com o Painel Ribeira Negra no edifício da Alfândega do Porto, obra-prima de Júlio Resende. Esta iniciativa pretende prestar um tributo ao Mestre que, com 93 anos, continua a pintar, associando-se à comemoração dos 150 do Edifício da Alfândega do Porto. Ribeira Negra de 1984 retrata a vida na Ribeira do Porto e vai ficar exposto definitivamente no primeiro andar do Edifício da Alfândega do Porto.
Simultaneamente, será ainda inaugurada a mostra Resende 2010 que reúne várias obras do pintor naquele espaço. Será ainda apresentada a Serigrafia – 150 anos do edifício da Alfândega do Porto da autoria de Júlio Resende oferecida pela galeria Cor Espontânea à Alfândega.
Com esta obra o Mestre pretende prestar homenagem a um dos mais míticos edifícios da cidade do Porto – O edifício da Alfândega do Porto.
Mais uma vez um dos mestres da pintura contemporânea surpreende-nos e envolve-nos em cada traço.

GALERIA PEDRO OLIVEIRA - Porto

Até 11 de Dezembro está a decorrer a terceira exposição individual de Marco Pires na Galeria Pedro Oliveira, intitulada X, Y, Z . A fórmula presente no título sintetiza as coordenadas que estão na origem da concepção cartesiana de entendimento do espaço e as relações entre os seus objectos. A exposição distribui-se pelas três salas, com trabalhos de séries distintas que o artista trabalha em simultâneo, e que são exibidas numa lógica que pretende criar relações em lugar de se apresentarem individualmente. Se num primeiro momento se criam correspondências com o espaço social e a sua relação com a arquitectura e geometria, assistimos na segunda sala à destruição de coordenadas que induz à deriva. Num terceiro momento, a par de uma série de desenhos, surge um trabalho com uma dimensão documental, ainda que ficcionada. É apresentada em formato de livro e fotografias. O corpo de trabalho de Marco Pires e em particular no campo do desenho desenvolve-se segundo um movimento dialéctico de tese e anti-tese ou de afirmação-negação. Esta práctica parte da utilização e recontextualização de documentos e imagens que o artista vai recolhendo para depois intervencionar, suspendendo os seus atributos científicos e introduzindo camadas de novas possibilidades e leituras, numa dimensão onde o erro, a hesitação e a deriva emergem. Esta recontextualização de elementos pré-existentes encontra um paralelo na práctica do détournement (desvio), que antes ainda de ser sistematizada e estudada nos textos da Internacional Situaccionista tinha surgido décadas antes com o uso da collage, introduzida por Picasso no início do sec. XX e reutilizada pelos dadaístas e surrealistas misturando textos, pinturas e imagens de toda e qualquer proveniência numa tentativa de subversão dos valores estéticos burgueses da época. Não é esta obviamente a intenção de Marco Pires, até porque historicamente a práctica do détournement como subversão evoluiu e acompanhou as revoluções sociais e artísticas, fundido-se na história da música com o punk e o do-it-yourself, acabando por ser absorvido pelo sistema capitalista que questionava. O que é relevante para Marco Pires é a recuperação de um sistema lúdico que advém da possibilidade de desenvolver novos paradigmas baseados em relações e associações nos objectos e documentos de onde parte, negando e simultaneamente dando a ver de novo, criando novas leituras.
Galeria Pedro Oliveira | Calçada de Monchique, 3 | 4050-393 Porto | Terça - Sábado 15-20H | www.galeriapedrooliveira.com