quinta-feira, 28 de outubro de 2010

GALERIA PEDRO SERRENHO - Lisboa


Até 20 de Novembro está a decorrer a exposição de pintura, WE WANT YOU. WHERE ARE YOU NOW?, de Diana Costa
Diana Costa apresenta uma nova série de trabalhos que se centram na representação de indivíduos isolados e recortados que flutuam nas paredes do espaço expositivo. Contudo, esta presença humana é retraída através das posições em desequilíbrio com que estas figuras são representadas. A suspensão das acções que ocorrem denota um bem-estar aparente. Parece que as personagens celebram a sua vida urbana num espaço idílico. A incerteza das suas acções revela a possibilidade do bem-estar nos lugares da sua vivência. Os espaços foram apagados como forma de exaltar as acções que nele decorrem. Assim, suspensa do seu espaço natural, entenda-se a cidade, a vida liberta-se promovendo o benefício individual. (Hugo Dinis)
Galeria Pedro Serrenho – Arte Contemporânea | Rua Almeida e Sousa nº 21-A | Campo de Ourique | Lisboa | Terça a Sábado, das 11h às 13h e das 14h às 20 horas | www.galeriapedroserrenho.com

Cristina Guerra Contemporary Art - Lisboa

Até 20 de Novembro está a decorrer a exposição, INTERIORES - 4 artistas + 1 fotógrafo. Pedro Gadanho é o curador e autor dos projectos apresentados na exposição que se realiza no âmbito da Trienal de Arquitectura de Lisboa de 2010, sob o tema Falemos de Casas. As obras expostas, fotografia e vídeo, confrontam-nos com o processo de trabalho de um fotógrafo, especializado em arquitectura, e de quatro artistas plásticos. Os autores e os projectos: Fernando Guerra, sobre a Casa Baltasar, 2007, fotografia; Filipa César, com o vídeo Stereo sobre a Galeria Presença, 1998/2002; João Paulo Feliciano, sobre um apartamento em Lisboa, 2001/2010, colagem fotográfica; Daniel Malhão, sobre a Ellipse Foundation, 2006, fotografia, e Edgar Martins sobre a Casa GMG, 2010, fotografia. Interiores deve ser assumido como um projecto autoral que se desenvolve de dentro para fora. Como uma espiral que tem o seu epicentro na produção de arquitectura de Pedro Gadanho e as suas ramificações no trabalho dos artistas e de um fotógrafo que constituem o corpus documentado e exposto. A amplitude deste projecto compreende ainda a edição de um livro de tiragem limitada. É importante referir que a actividade de Pedro Gadanho procura falar de arquitectura para lá dos projectos que cria, disseminando-se em áreas tão diversas como a curadoria, a edição e a escrita ficcional. A prática arquitectónica de Pedro Gadanho opera sobre a ideia de diferença, intimidade e desejo, sem perder de vista a ligação ao contexto cultural e urbano dos espaços sobre os quais reflecte e trabalha. Esta prática da Arquitectura, mais dedicada às entranhas e à vivência de espaços reservados, concorreu simultaneamente com o virtuosismo da decoração de interiores e com as potencialidades do design, que Gadanho conhece mas às quais resiste. Este acto de resistência expõe as suas reflexões sobre a construção do lugar e da sua experiência, contrapondo o uso do adereço, ou do objecto criado segundo padrões funcionais e estéticos, à criação de um sistema de relações entre a dinâmica da utilização do espaço habitável e os equipamentos necessários a este, contaminados por referências do mundo exterior que se desdobram entre a arquitectura, a arte e os objectos do quotidiano. Entre a linguagem erudita e a linguagem popular. Os interiores que nos são dados a ver sob a forma de fotografia ou vídeo são trabalhos independentes da memória descritiva de cada projecto, e devem ser observados como portas de entrada para o processo que cada um dos autores encontrou pela sua experiência dos espaços. Para lá da proximidade ou da verdade que procuramos em cada imagem. (João Silvério, Outubro 2010) Cristina Guerra Contemporary Art | Rua de Santo António à Estrela . 33 | Lisboa | Terça a Sexta das 11h às 20h | Sábado das 15h às 20h | Encerrado ao Domingo e Segunda| www.cristinaguerra.com

GALERIA MÁRIO SEQUEIRA - Braga

Até 29 de Janeiro está a decorrer a exposição individual de Julian Opie.
Considerado como o representante actual do retrato moderno, Julian Opie utiliza as mais recentes tecnologias aplicadas à pintura e, para além dos trabalhos realizados com computadores, incorpora, nas suas esculturas e instalações, vinis com luz interior, paineis de LED e ecrãs LCD.
Esta exposição reúne um conjunto de obras recentes e significativas; 20 pinturas, 6 esculturas de exterior, dois trabalhos de animação computorizada em LCD, 2 trabalhos de grandes dimensões realizados com LED, intervenções nas janelas e nas portas de vidro da galeria, bem como banners no espaço de exposição principal.
Todas as obras representam exclusivamente a figura humana. Assim, as personagens e as silhuetas com cabeça redonda, que deram reputação internacional a Julian Opie, são as protagonistas da exposição. Todas elas são inspiradas em modelos concretos, pessoas das relações do artista, que as costuma representar desenvolvendo uma actividade quotidiana e que as personifica a partir do esquematismo e do poder da linha. Estas premissas denotam uma forte carga pop, através das cores vivas, assim como a influência da ilustração e da publicidade.
Julian Opie não renega a existência de um vínculo com a arte pop, ainda que não no que diz respeito à relação da mesma com a cultura de massas. A arte pop é a manifestação plástica de uma cultura (popular) caracterizada pela tecnologia, do capitalismo, da moda e do consumismo, em que os objectos deixam de ser únicos para serem pensados como produtos de série. Apesar disso, a arte pop retira à obra de arte toda a filosofia anti-arte do Dadaísmo e encontrou uma via para construir novos objectos a partir de imagens tomadas da vida quotidiana, tal como Duchamp fez com os seus ready-made. Poder-se--ia, assim, estabelecer uma relação entre a quotidianidade das imagens de Opie e a tendência da arte pop para representar os aspectos de uma cultura popular e a sua relação com a publicidade e a ilustração.
Contrariamente ao que conhecemos do ideal de fidelidade dos cânones históricos, o artista introduz uma apreciável margem de divertimento, gosta de confundir a identidade das coisas e dos referentes e inverte as hierarquias, ou seja, questiona verdadeiramente os valores tradicionais, o que faz de Julian Opie um contemporâneo por excelência.
Galeria Mário Sequeira | Quinta da Igreja, Rua da Galeria | Parada de Tibães | Braga |www.mariosequeira.com

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

GALERIA QUADRADO AZUL - Lisboa

Até 27 de Novembro está a decorrer a exposição SCRIPTA de Francisco Tropa. Francisco Tropa está representado na colecção da Caixa Geral de Depósitos em 2005, com a aquisição de três peças notáveis: Une table qui aiguisera votre appétit – le poids poli, de 2003, A Assembleia de Euclides (Corpo), de 2004, e A Assembleia de Euclides (Cabeça), do mesmo ano. Este núcleo viu-se aumentado no final de 2006, na sequência de A Marca do Seio, quando o artista ofereceu à Culturgest uma cópia dos filmes Caracol e Gigante, originalmente apresentados no quadro desse projecto. Esta exposição é um convite a descobrir (ou a rever) o trabalho de um dos artistas mais fascinantes da actualidade. Galeria Quadrado Azul | Largo dos Stephens, 4 | Lisboa | Terça a Sábado das 13h às 20h | www.quadradoazul.pt