sábado, 25 de setembro de 2010

ESTÚDIO UM - Guimarães

Até 1 de Outubro está patente a exposição de desenho, DRAW A LINE, WRITE A LIFE, de Ana Cardoso. "Estes desenhos são coisas que penso e vejo, tanto ao nível do desenho enquanto grafismo, escrita, ou mesmo o que os suporta. Refiro-me a eles como diários pelo facto de darem primazia ao que significa começar a fazer, experimentar, colar, riscar, escrever, etc., e, também pela presença do carácter obsessivo que qualquer diário mantém. O facto de não estarmos perante pequenos cadernos portáteis, mas antes perante um conjunto de folhas soltas, tem como ideia tornar real um espaço que existe, à priori, na nossa imaginação, ou ao revés tentando promover a imaginação através da experimentação, e assim transformá-los em matéria de suporte para trabalhos futuros. Este tipo de diário gráfico não implica uma relação entre o desenhador e o desenhado. O conjunto de desenhos aqui apresentados funciona como uma espécie de depósito de ideias, onde exploro os diferentes tipos de vocabulário, especificamente a relação que se constrói entre palavra e imagem, e a narrativa que daí deriva. Estes desenhos representam uma materialização daquilo que é um acumular de ideias, objectos, papéis e frases." (Ana Cardoso)
Estúdio Um | ‪Escola de Arquitectura da Universidade do Minho, sala EA-1.23 | Campus de Azurém | Guimarães‬‎ | Segunda a Sexta das 9h às 19h | www.estudioum.org

VERA CORTÊS, Art Agency - Lisboa

Joana Bastos apresenta To whom it may concern, a sua primeira exposição individual na Agência de Arte Vera Cortês. Seis cartas de recomendação, individual e aleatoriamente endereçadas aos visitantes, iniciam o convite à exposição. Emitidas por diferentes entidades, as cartas de recomendação reportam a trabalhos que Joana Bastos teve como secretária, empregada de mesa, assistente pessoal, recepcionista, ama, administrativa. O título da exposição é o cabeçalho comum da peça/convite Reference letters. Conteúdo e forma da exposição remetem para o trabalho laboral como conceito e prática performativa. A exposição está patente até 9 de Outubro. Vera Cortês, Art Agency | Av. 24 de Julho, nº54, 1º esq, | Lisboa | Terça a Sábado das 14h às 19h |www.veracortes.com

MÓDULO CENTRO DIFUSOR DE ARTE - Lisboa

Até 12 de Outubro está patente a exposição de pintura, Princípio e Substância, do artista José Miguel Gervásio. Ausente do circuito durante algum tempo, regressa com uma nova exposição individual em suporte papel. Com um percurso ligado a galerias do Porto, esta será a sua primeira apresentação em Lisboa. A série de pinturas em papel, que agora se mostram, estão relacionadas com três grandes pinturas anteriores, duas o Módulo teve ocasião de mostrar na Arte Lisboa2009 e a outra foi exposta no 7o Prémio Amadeo de Souza-Cardoso, em Amarante. Relativamente a esta série de trabalhos, intitulados Princípio e Substância (Quantas vezes serei capaz de dizer a mesma pintura de cor?), diz o pintor: "A imagem é um facto artístico. Enquanto lugar de visibilidade considero-a mesmo o elemento reflexivo do mundo.Um princípio é uma proposição de onde deriva o conhecimento para outras proposições que enumeram factos a partir dos quais se consideram outros factos. O princípio que detém esta extensa série de pintura, expressa-se na ideia de um processo de evolução ontológica. Neste conjunto de pinturas sem tema integro os valores do património das sociedades, assimilados na permanência do acto de fazer que os abstractiza e caricaturiza. As figuras pintadas apresentam sempre um determinado grau de pureza e de autenticidade e servem a representação pictórica e, consequentemente, a imaginação. Apresento uma espécie de viagem que denuncia os modos, as experiências, as convicções, as convenções e os dogma das chamadas Belas Artes, é certo; mas a evidência das representações dos meus objectos (identificáveis monstros e outras quiméricas efabulações), no seu significado simbólico são a medida da reprodução da memória e dos sentidos. Denunciam-se nas formas, na ilusão, na ironia e na inquietude, reverberações visuais e substâncias sem nome. A confluência aqui produzida constitui um momento decididamente pessoal de expressão artística, que amplia a realidade visível, a capacidade de simulação e de encarnação, traduzidas num certo figurativismo que pertence por inteiro à pintura."
MÓDULO - CENTRO DIFUSOR DE ARTE | CALÇADA DOS MESTRES, 34 A | LISBOA | TEL: 351.21.388 55 70 | Terça a Sábado, excepto feriados, das 15h às 20 h

GALERIA PEDRO SERRENHO - Lisboa


Até 16 de Outubro está patente a exposição de pintura, Constructiones in Palatio, do artista Gil Maia, na sala 1, e a exposição de fotografia, Voyeur Endormi, do artista Rodrigo Miragaia, na sala 2. Constructiones in Palatio - “A exposição de Gil Maia, apresenta uma nova série de pinturas que dão continuidade às pesquisas formais e conceptuais que o artista tem desenvolvido. Desta feita, as pinturas focam-se em torno da história cultural portuguesa e questionam como a identidade individual e colectiva pode ser edificada em estranhas formas geométricas encenadas num palco teatral. Nas pinturas de Gil Maia a encenação num espaço de clausura tem como propósito o alcance da verdade sobre a obra e sobre quem se confronta com ela. A criação de espaços-figuras geométricos que se confinam no espaço da tela potencializa a edificação de um lugar ausente e vazio. Neste espaço o combate entre mundo e terra possibilitam a abertura da obra. Contudo, é no confronto último com o seu espectador que a pintura se complementa. A história pessoal de cada indivíduo, as suas expectativas, desejos e anseios ganham um novo espaço para ser encenados. Este palco é o lugar por excelência onde a narrativa pode ser construída por cada qual que se disponha a fazê-lo. Neste sentido, as pinturas de Gil Maia são espaços de possibilidades, de abertura, não para o mundo exterior que nos rodeia, mas sim para o nosso interior em direcção a uma verdadeira honestidade e sinceridade connosco próprios”. (Hugo Dinis, Julho 2010) A obra de Gil Maia está representada em várias colecções particulares e institucionais: Museu da Cidade de Stª Maria da feira; Biblioteca Municipal de Stª Maria da Feira; BPN - Banco Português Negócios; Telecel – Vodafone; Casino Estoril; Fundação Cidade Lisboa; Junta de Castilla y León; Fórum da Maia; Banco Mais, Lisboa; Caja Espana, Vallodolid; CIN – Corporação Industrial do Norte, edifício VETEJO, Lisboa, Alcatel Lucent; CRH Sa, Lisboa
Voyeur Endormi - " É um projecto de fotografia captada a partir das projecções de slides da autoria do meu pai, António Miragaia, datados dos anos 60. Ultimamente, encontrei estes slides já deteriorados pela precariedade das condições de conservação. Contrariando a desilusão, este aspecto levou-me a questões de nível estético, como a dissipação da memória e a beleza do ruído em oposição ao carácter asséptico da imagem. Trata-se portanto de uma reinterpretação através de novos enquadramentos, desviando o protagonismo das personagens para procurar a presença fantasmagórica de um sonho perdido através de novas paisagens geométricas, deformadas pela projecção enviusada dos slides e fragmentadas pela projecção em várias superfícies." (Rodrigo Miragaia)
Legenda das imagens: Gil Maia | Constructiones in Palatio IV - 2010 | Acrílico sobre tela | 140x140cm e Rodrigo Miragaia | Voyeur Endormi #33 – 2010 | Fotografia C-Print | 70x100 cm
GALERIA PEDRO SERRENHO – ARTE CONTEMPORÂNEA |Rua Almeida e Sousa, 21 A | Campo de Ourique – Lisboa | Terça a Sábado, das 11h às 13h e das 14h às 20 horas | www.galeriapedroserrenho.com