sábado, 25 de setembro de 2010

GALERIA PEDRO SERRENHO - Lisboa


Até 16 de Outubro está patente a exposição de pintura, Constructiones in Palatio, do artista Gil Maia, na sala 1, e a exposição de fotografia, Voyeur Endormi, do artista Rodrigo Miragaia, na sala 2. Constructiones in Palatio - “A exposição de Gil Maia, apresenta uma nova série de pinturas que dão continuidade às pesquisas formais e conceptuais que o artista tem desenvolvido. Desta feita, as pinturas focam-se em torno da história cultural portuguesa e questionam como a identidade individual e colectiva pode ser edificada em estranhas formas geométricas encenadas num palco teatral. Nas pinturas de Gil Maia a encenação num espaço de clausura tem como propósito o alcance da verdade sobre a obra e sobre quem se confronta com ela. A criação de espaços-figuras geométricos que se confinam no espaço da tela potencializa a edificação de um lugar ausente e vazio. Neste espaço o combate entre mundo e terra possibilitam a abertura da obra. Contudo, é no confronto último com o seu espectador que a pintura se complementa. A história pessoal de cada indivíduo, as suas expectativas, desejos e anseios ganham um novo espaço para ser encenados. Este palco é o lugar por excelência onde a narrativa pode ser construída por cada qual que se disponha a fazê-lo. Neste sentido, as pinturas de Gil Maia são espaços de possibilidades, de abertura, não para o mundo exterior que nos rodeia, mas sim para o nosso interior em direcção a uma verdadeira honestidade e sinceridade connosco próprios”. (Hugo Dinis, Julho 2010) A obra de Gil Maia está representada em várias colecções particulares e institucionais: Museu da Cidade de Stª Maria da feira; Biblioteca Municipal de Stª Maria da Feira; BPN - Banco Português Negócios; Telecel – Vodafone; Casino Estoril; Fundação Cidade Lisboa; Junta de Castilla y León; Fórum da Maia; Banco Mais, Lisboa; Caja Espana, Vallodolid; CIN – Corporação Industrial do Norte, edifício VETEJO, Lisboa, Alcatel Lucent; CRH Sa, Lisboa
Voyeur Endormi - " É um projecto de fotografia captada a partir das projecções de slides da autoria do meu pai, António Miragaia, datados dos anos 60. Ultimamente, encontrei estes slides já deteriorados pela precariedade das condições de conservação. Contrariando a desilusão, este aspecto levou-me a questões de nível estético, como a dissipação da memória e a beleza do ruído em oposição ao carácter asséptico da imagem. Trata-se portanto de uma reinterpretação através de novos enquadramentos, desviando o protagonismo das personagens para procurar a presença fantasmagórica de um sonho perdido através de novas paisagens geométricas, deformadas pela projecção enviusada dos slides e fragmentadas pela projecção em várias superfícies." (Rodrigo Miragaia)
Legenda das imagens: Gil Maia | Constructiones in Palatio IV - 2010 | Acrílico sobre tela | 140x140cm e Rodrigo Miragaia | Voyeur Endormi #33 – 2010 | Fotografia C-Print | 70x100 cm
GALERIA PEDRO SERRENHO – ARTE CONTEMPORÂNEA |Rua Almeida e Sousa, 21 A | Campo de Ourique – Lisboa | Terça a Sábado, das 11h às 13h e das 14h às 20 horas | www.galeriapedroserrenho.com

GALERIA ARTHOBLER - Porto

Até 30 de Outubro está patente a exposição, Paisagem, onde a artista britânica Vanessa Chrystie apresenta os seus mais recentes trabalhos de pintura sobre papel. Paisagem trata de abrir o coração, para que os outros vejam os lugares por onde nos passeamos. Ao questionar-se sobre o modo como a paisagem se relaciona com a nossa identidade, Vanessa Chrystie leva-nos pela mão e convida-nos a (re)descobrir as paisagens interiores que nos embrulham. Aproximamo-nos das pinturas para observar os irresistíveis detalhes hiper-realistas, somos envolvidos pelo quadro como um todo e engolidos para dentro do seu espaço intimista. Em seguida apercebemo-nos do quanto está presente por ausência, tanto na pintura como em nós próprios. Ao mesmo tempo que nos perdemos dentro das pinturas, somos atirados para dentro de nós. E vemos como este acto de completar a pintura com o nosso olhar é feito com as nossas memórias, com as imagens que cada um de nós tem do corpo e do mundo. Por fim descobrimos, surpreendentemente, como temos dentro de nós as paisagens em que vivemos e os desejos de futuros horizontes que guardamos. De tal modo que este querer estar dentro da pintura é constantemente acompanhado por uma sensação de vontade de recuar. O movimento de aproximação e afastamento faz com que cada pintura se multiplique em várias leituras: a cada nova camada descoberta, uma redescoberta do quadro e de nós, do nosso ser. Paisagem é um ensaio que nos mostra num só olhar as linhas do horizonte do interior dos corpos em simultâneo com os contornos das nossas paisagens. Depois de Paisagem não poderemos mais olhar as paisagens que nos rodeiam sem esta nova aprendizagem de inocência redobrada sobre o espaço em que nos encontramos.” Dra. Dina Mendonça in texto “Paisagens de Vanessa Chrystie” – folha de sala da exposição.
Arthobler | Rua Miguel Bombarda 624 | Porto | 5ª a Sábado, das 15h às 19h30 | www.arthobler.com

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

GALERIA ARTHOBLER - Lisboa

A partir de 23 de Setembro a 31 de Outubro decorrerá a exposição de colagem, gravura e video, Papeles Rotos, da artista espanhola Marta Blasco com seu mais recente trabalho. Em “Papeles Rotos”, da artista Marta Blasco (Valência, 1974), um retrato feminino está articulado à volta de duas dimensões complementares, a técnica da gravura maneira negra e a animação. Uma vez concluída a imagem, esta é dividida de seguida em fragmentos para criar novas composições. Como se a artista, além de querer imprimir um movimento continuo da mesma imagem, tentasse concentrar-se no ponto flutuante entre consciência e inconsciência, realidade e imaginação, ou num estado de semiconsciência, origem na qual se encontra a relação da artista com a estética do sublime. Seguindo os pensamentos de Bachelard, a sua nova emphasis sobre matéria declara que “matéria é a inconsciência da forma”, sugerindo então que para se poder questionar as imagens construídas, à necessidade de tornar a própria matéria substância. E é aí que encontramos um outro ponto de partida no trabalho da Marta Blasco. A animação “Papeles Rotos” rompe o molde em relação ao conceito e à performance. Isto lembra a técnica de produção de animação, usando “clippings” – uma animação de cortes, feito de diferentes composições fragmentadas que a artista manipula, compõe manualmente e fotografa com a finalidade de reconstruir a imagem de novo. O carácter precário da representação conduz para referências como Norman McLaren, um pioneiro na animação e, mais especificamente, ao seu filme de curta metragem “A Chairy Tale” (1957), no qual ele dá vida a uma cadeira, interrogando a relação entre material e humano. Se analisarmos as duas técnicas confrontadas, podemos observar que se complementam. Marta Blasco utiliza a sua ficção criativa para estabelecer através do efeito óptico um diálogo que enriquece e complementa a leitura conceptual do seu trabalho. Não é a questão de “entertainment”, mas de libertar o observador. A arte de Marta Blasco não é uma arte que considera a natureza como modelo a seguir mas o espaço a transformar. Realidade não é só o que vemos mas o que emerge do nosso mais profundo interior, conhecido como “Realismo Fantástico”. Neste caso particular, está escondido atrás da percepção racional e cartesiana do mundo pela artista. (fonte: parte do texto Pilar Baos - Marta Blasco, “Papeles Rotos”) Marta Blasco expõe individual e colectivamente desde 1995 na Espanha e internacionalmente. Das exposições mais representativas da sua obra, destacam-se Ophelia na galeria Xavier Fiol em Palma de Mallorca (2008) e Papeles Rotos na Fundação Pilar y Juan Miró, Mallorca (2009. Para o projecto desta exposição a artista ganhou o prémio “Project Price Pilar Juncosa a la Innovación” da Fundação Pilar e Juan Miró em 2008.
Galeria Arthobler | Ler Devagar | LX Factory | Edifício G.03 | Rua Rodrigues Faria, 103 | Quarta a Domingo das 15h às 20 h | www.arthobler.com

ALECRIM 50 GALERIA - Lisboa

A partir de 23 de Setembro a 10 de Novembro decorrerá a exposição de pintura, "Coligir, Colidir, Retomar " do artista Tomás Cunha Ferreira. O trabalho que o Tomás apresenta agora nesta exposição é sem dúvida alguma o lugar certo de um percurso que se vai fazendo como se de uma viagem se tratasse. Assim retoma de “isso de nós que não tem defesa” ( Alecrim 50, Outubro de 2008) um extenso trabalho em pastel sobre madeira de pequenos formatos colidindo com a sua estadia no Rio de Janeiro e tudo o que nestes dois últimos anos foi coligindo um pouco por todo o lado.
"coligir, colidir, retomar é uma série de pinturas e desenhos sobre madeira e cartão, de pequeno formato, que fiz num escuro atelier em Lisboa, muito perto do Rio de Janeiro.” Tomás Cunha Ferreira

Alecrim 50 | Rua do Alecrim, 48-50 | Lisboa | 2ª a 6ª das 11h às 19h | Sábado das 11h às 18h | www.alecrim50.pt