Até 15 de Setembro está a decorrer a exposição, Obra sobre papel , artistas participantes: Paulo Capelo Cardoso, Brigitte Szenczi, Sara Bento Botelho Ricardo Gonçalves, Cláudia Melo, Maria Ortega, Juan António Mañas, Vera Pyrrait, Ricardo Leite, Pedro Bessa, Xai, Rogério Silva, Delfim Rodrigues, João Viana, Teresa Silva, Susana Lopes, Prudência Coimbra, Bela Silva, Susana Lemos, AlMa (Alvarenga Marques) Jorge Coimbra, Isabel Quaresma, Sarah Pirson, Sónia Gaudêncio, Catarina Garcia, Javier Riera, Rui Coutinho, Cristina Vela, Adriano Mesquita, César Veloso, Luís Silva Carvalho, Evelina Oliveira Os atributos lendários do papel devem-se sobretudo à sua longevidade e versatilidade; só aparentemente frágil enquanto suporte, servindo as mais diversas técnicas – entre escrita, imprensa, gravura, desenho ou pintura – o papel mantém-se desde a sua origem até ao nosso tempo, ao longo de mais de dois milénios atravessando águas, terras e atmosferas revoltas, nem sempre a salvo de fogos criminosos ou da voracidade cibernáutica. Não se tratando de pôr em evidência propriamente alguma eventual supremacia do suporte, os trabalhos aqui expostos – como seria de esperar da eclética assumida na sua selecção – respeitando apenas a imposição de serem sobre papel, estão livres de qualquer outra condição. Talvez tenha interesse reparar que, em maior ou menor grau – o suporte mantém-se sempre parcialmente descoberto (o que não acontece com outros suportes integralmente cobertos pela pintura). Mau grado adversidades e distâncias conceptuais, tal nudez parece funcionar aqui como factor de unidade do conjunto – como efémeros resíduos contíguos de um encontro universal entre artistas na areia molhada. Próprio do referido suporte, o pequeno formato permite assim incrementar a quantidade e a variedade. Desde intenções decorativas e ilustrativas a atitudes de maior risco, desde bonecos a desenho sério, a diversidade dificilmente podia ser maior. Fica ainda patente a possibilidade de estabelecer comparações, sobretudo no caso de artistas desta galeria, com a obra já conhecida em tela ou outros suportes. (texto de João Viana)
Galeria Trindade| Rua Miguel Bombarda, 200 | Porto |Segunda e Sábado das 15h às 19h | Terça a Sexta das 14h às 19h. | www.galeriatrindade.co.pt

Até 17 de Setembro está patente a exposição Donnerstag e outros desenhos, de Jorge Queiroz, com curadoria de Bruno Marchand. Constituída por obras realizadas nos últimos três anos, essa exposição é a primeira individual em Lisboa nos últimos 15 anos, permite-nos acompanhar os desenvolvimentos recentes do seu trabalho e revisitar a vitalidade de um programa artístico assente em estratégias de fragmentação, no perpétuo embargo à estabilidade compositiva e na capacidade de promover tensões entre a ficção do real e a expressão do fantástico. A evolução que o seu trabalho conheceu nos últimos anos é o resultado de uma complexificação dos métodos que sempre adoptou e da absoluta singularidade do imaginário que desenvolveu. Em vez de testar os limites do universo por si criado, Jorge Queiroz parece investir na descida vertiginosa ao seu âmago, ao lugar onde todas as fronteiras se esbatem, onde toda a realidade é textura, cor, detalhe e pormenor, a compor uma irreprimível fluência visual, pensada e trabalhada no desenho e enquanto desenho. O trabalho de Jorge Queiroz conhece actualmente uma muito significativa circulação em galerias, instituições e certames internacionais, de entre os quais se destacam as suas participações nas bienais de Veneza, São Paulo e Berlim, em 2003, 2004 e 2006, respectivamente.Chiado 8 Arte Contemporânea | Largo do Chiado, nº8| Lisboa | Segunda a Sexta-feira, das 12h00 às 20h00 | www.fidelidademundial.pt
Exposição de Pintura e Escultura de Gustavo Fernandes a decorrer até 16 de Agosto. Fernandes, age através das tintas, pincéis, bronzes e flashes, movendo-se com enorme destreza na pintura e no desenho como na escultura e na fotografia. A sua paleta de cores é variada, em matizes e gamas que utiliza com técnica rigorosa, com traço forte e firme. Em 25 anos de vida artística, Gustavo Fernandes expôs em mais de 20 países. Realizou mais de 250 exposições, entre individuais e colectivas. Grande parte da sua obra está representada em acervos institucionais, públicos e privados. É ainda autor de obra pública. LM – Galeria de Arte Contemporânea | Marriott Lisbon | Avenida dos Combatentes, 45 | Lisboa | www.lm-arte.com | www.lisbonmarriott.com

Até 26 de Setembro está a decorrer a exposição, Regresso a Casa, composta por obras da colecção do Museu de Arte Contemporânea de Serralves. A mostra apresenta um conjunto de obras, escolhidas pelo modo específico como representam situações onde o lugar doméstico é interrogado a partir das mitologias do quotidiano que o descrevem ou subvertem. A pintura, a fotografia, a escultura, o vídeo ou a instalação são os suportes dos trabalhos em exposição. As obras aqui apresentadas ganham novas possibilidades de descoberta e de interpretação no contexto das relações que propiciam com o lugar onde são mostradas: da casa como abrigo à arquitectura, da casa como intersecção dos discursos do público e do privado, da relação entre interior e exterior, da projecção individual da singularidade de cada obra no cruzamento das múltiplas histórias. Entre as obras seleccionadas, encontram-se trabalhos de Helena Almeida, Silvia Bachli, Christian Boltanski, Fernando Brito, Gerardo Burmester, Gil Heitor Cortesão, José Pedro Croft, Didier Fiúza Faustino, João Paulo Feliciano, Ângela Ferreira, Fernanda Fragateiro, Dan Graham, Eberhard Havekost, Cristina Iglesias, Ana Jotta, Gordon Matta-Clark, Juan Muñoz, Antoni Muntadas, Bruce Nauman, Maria Nordman, Paulo Nozolino, Pedro Cabrita Reis, Martha Rosler, Richard Tuttle e Ana Vieira, entre outros artistas.Museu de Arte Contemporânea de Serralves |Rua Dom João de Castro, 210 | Porto | Terça a Sexta das 10h às 17h | Sáb, Dom e Feriados das 10h às 20h | www.serralves.pt