terça-feira, 6 de julho de 2010

GALERIA SÃO MAMEDE - Lisboa

Até 15 de Julho está patente a exposição de pintura Paisagens Ouvidas de Alexandre Bastos. "A paisagem é longamente contemplada. Muito longamente. Depois esqueço-a. É expressa na sua formalidade plástica com a alma transmitida pela musicalidade. Os compositores acompanham-me na minha excentricidade perante essa tensão e, cuja acção sobre a tela é por vezes violenta. Riscada, manchada, deteriorada, imperfeita, até conseguir a aproximação do meu lugar. A pintura acaba num momento que só eu sei mas não sei porquê.." Alexandre Bastos (in catálogo da exposição)
Galeria São Mamede | R. da Escola Politécnica, 167 | Lisboa | Segunda a Sexta das 10h às 22h e ao Sábado, das 11h às 19h | www.saomamede.com

GALERIA PEDRO OLIVEIRA - Porto

Até 28 de Julho está patente a exposição de pintura intitulada Radical Haze do artista Michael Biberstein. A obra recente de Michael Biberstein não é, apesar do título que deu a esta exposição, uma separação radical da sua obra anterior, mas um refinamento das suas preocupações anteriores. O elemento da paisagem, se bem que ainda visível em algumas das obras, está a dar lugar a um espaço maior, mais cósmico. Estão a surgir mais cores, por vezes em combinações aparentemente impossíveis, e a estrutura interna das pinturas está a tornar-se mais efémera. As superfícies parecem vibrar num ritmo próprio e as cores parecem dançar connosco à medida que mudamos o ângulo de visão e a luz se vai alterando ao longo do dia. Talvez esta musicalidade não seja surpreendente se soubermos do crescente e extensivo envolvimento de Biberstein com a música. Assim, a exposição inclui a instalação de uma colagem de sons, intitulada White Haze. Este trabalho resulta da colaboração entre Michael Biberstein e o eminente músico e sonoplasta Manuel Mesquita, igualmente conhecido por Manuel Lobo, membro-fundador do power trio português Norman. A composição consiste de sons gravados, tanto ready-mades como instrumentais, que criam um som ambiental de baixo volume para a exposição.
GALERIA PEDRO OLIVEIRA | Calçada de Monchique, 3 | Porto | www.galeriapedrooliveira.com

GALERIA PEDRO SERRENHO - Lisboa


Até dia 24 de Julho está patente a exposição de Pintura intitulada Identidade, da artista Vera Bettencourt, na sala 2. Apesar dos trabalhos de Vera Bettencourt nos surpreenderem com uma nova e curiosa plasticidade, mais arrojada, nesta exposição a artista dá continuidade ao seu estilo figurativo-narrativo, impregnado de uma aura espirituosa. No entanto, é um estilo apresentado com maior profundidade e, inclusivamente, com certa melancolia. Estes trabalhos, que conjugam temática e esteticamente crenças, lendas e poesia açorianas, nascem numa consciencialização plena da arte contemporânea. Mas, assume-se como fruto da inata e singular riqueza, da percepção da realidade, por parte dos nativos açorianos. (Lourdes Athayde, Maio 2010). Paralelamente ao trabalho de Artista Plástica, Vera Bettencourt, desenvolve e dirige o projecto da Escola de Belas Artes – Galeria Pedro Serrenho. Está representada em várias colecções particulares e institucionais, como a da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, a do Museu de Angra do Heroísmo e a da Academia das Artes dos Açores.
Galeria Pedro Serrenho – Arte Contemporânea | Rua Almeida e Sousa nº 21-A |Campo de Ourique | Lisboa | Terça a Sábado das 11h às 13h e das 14h às 20 h

GALERIA PEDRO SERRENHO - Lisboa


Até dia 24 de Julho está patente a exposição de pintura intitulada Caderno de Campo, da artista Vanda Vilela, na sala 1. As pinturas e os objectos de Vanda Vilela apresentam jogos que pressupõem um tempo e um espaço diferentes do nosso. Os animais e os relicários de plantas, nomeados em latim e com os seus nomes comuns, questionam, não apenas a veracidade das ilustrações, mas também sobre a sua origem. Ao jeito dos cadernos de campo que os biólogos utilizam nas suas pesquisas pela natureza, a artista recolhe, pode-se dizer no seu habitat natural – a cidade de Lisboa, onde vive e trabalha –, os objectos e desenhos que posteriormente utiliza nas suas obras. Nesta catalogação do espaço que a rodeia, a artista inicia uma nova e inesperada relação com a cidade. De uma forma lúdica, uma nova cidade é mapeada, em que ruas podem ser substituídas por árvores, casas por plantas e carros por pássaros ou outros pequenos animais. Nesta reinvenção os transeuntes limitam o seu espaço à medida das suas necessidades e conhecimentos, para que possam jogar o seu próprio jogo. As pinturas e os objectos sugerem as possíveis brincadeiras ou regras do jogo. As pequenas caixas, próximas do “cabinet d’amateur”, ao serem apresentadas como brinquedos parodiam a apresentação museológica. Deste modo, o “Caderno de Campo” de Vanda Vilela aproxima-se de um mapa emocional e sensorial, no modo em que apresenta um jogo jogado por quem habita aquele determinado espaço colectivo e social e a natureza que lhe pertence. A artista observa a natureza na sua relação directa com a cidade e com as pessoas que a habitam.(Hugo Dinis, Maio 2010)
Vanda Vilela pertence à Direcção da Associação Traços na Paisagem, que desenvolve iniciativas culturais e pedagógicas, nomeadamente na Fundação Calouste Gulbenkian. Está representada em várias colecções particulares, e instituições como a Câmara Municipal da Maia, o Instituto de Meteorologia, a Fundação PLM, a Associação de Apoio à Vítima.
Galeria Pedro Serrenho – Arte Contemporânea | Rua Almeida e Sousa nº 21-A |Campo de Ourique | Lisboa | Terça a Sábado das 11h às 13h e das 14h às 20 h