segunda-feira, 21 de junho de 2010

Museu Colecção Berardo - Lisboa

O Museu Colecção Berardo apresenta Tudo o que é sólido dissolve-se no ar: o social na Colecção Berardo, um novo percurso pela Colecção Berardo. Comissariada por Miguel Amado, esta exposição reúnem cerca de 75 obras de artistas representados no acervo ou convidados para o efeito que exploram problemáticas do quotidiano e, assim, enunciam uma crítica do real. A exposição inspira-se numa passagem do Manifesto do Partido Comunista, redigido por Karl Marx e Friedrich Engels em 1848, para equacionar o recente renascimento do primado do social na arte. De acordo com estes pensadores, Tudo o que é sólido dissolve-se no ar, expressão que congrega um sentido de mudança na sociedade, processo que implica a substituição de uma ordem simbólica por outra. Assim, a “estética da recessão” gerada pela presente crise financeira global, mas que uma década marcada pela “condição precária” já prenunciara, chamou a atenção para as práticas socialmente comprometidas da arte moderna e contemporânea, o foco desta exposição. Dos artistas representados na Colecção Berardo, salientam-se Aleksander Rodchenko, Kurt Schwitters e Marcel Duchamp, expoentes das vanguardas modernistas do princípio do século XX; Dan Flavin, Mimmo Rotella e Nam June Paik, cujo trabalho marcou o período pós-II Guerra Mundial; Jenny Holzer, Jean-Michel Basquiat e Jörg Immendorf, nomes importantes da década de 1980; Justine Triet, Malgorzata Markiewicz, Manuel Ocampo, Narda Alvarado, Vivan Sundaram e Wang Guangyl, criadores emergentes da presente década. As obras destes artistas dialogam com as de outros, convidados para o efeito, dos quais se destacam Ana Maria Tavares, Carolina Caycedo, Kiluanji Kia Henda, Ivan Grubanov, Regina José Galindo e Yevgeniy Fiks. Note-se, ainda, a presença de vários artistas portugueses, entre os quais Ângela Ferreira, Carla Cruz, Joana Vasconcelos, João Louro, Rigo 23 e o colectivo Sparring Partners. Finalmente, refira-se a apresentação de obras de, entre outros, Alfredo Jaar, Deimantas Narkevičius, Johan Grimonprez, Paul Chan e Sarah Morris no âmbito de um programa semanal de vídeo patente em zona específica das galerias. Exposição patente até 12 de Setembro
Museu Colecção Berardo - Arte Moderna e Contemporânea | Praça do Império | Lisboa | www.museuberardo.pt

VPF Cream Art Gallery - Lisboa

NUDE é o título da exposição de fotografia de Inês Pais que irá decorrer de 24 de Junho a 31 de Julho. Estarão expostos duas novas séries de trabalhos: Pixels e The Nude Clown. Pixels é uma série de trabalhos em tecido que traduzem pequenas amostras de pele, retiradas de pixeis de uma fotografia do rosto da artista. Na indústria da cosmética os tecidos são usados para comunicar determinadas características de um produto (batom, base, pó, etc): textura; modo como reflecte a luz; grau de transparência; nível de refinamento; cor; etc. The Nude Clown é uma série de fotografias de um personagem cuja aparência remete para a imagem do palhaço, mas que simultaneamente é construído através da negação desta mesma imagem. Estas fotografias invocam memórias e sensações, associadas a intimidade, pele e sexo. VPF Cream Art Gallery | Rua da Boavista, 84, 2º - Sala 2 | Lisboa | Segunda a Sábado, das 14h às 19h30 | www.vpfcreamart.com

quarta-feira, 9 de junho de 2010

MCO ARTE CONTEMPORÂNEA - Porto

A partir do dia 12 de Junho a 12 de Julho estará patente a exposição Far Far East do fotográfo Carlos Lobo. "As fotografias apresentadas no âmbito desta exposição constituem a primeira apresentação pública em Portugal do projecto Far Far East, resultado de uma viagem deambulatória pelo sul da China e de exploração visual da sua paisagem urbana e natural. Esta série revela uma linha clara de continuidade em relação aos trabalhos anteriores de Carlos Lobo: o mesmo olhar retraído e suspenso num movimento de pura contemplação do anónimo e do banal, a mesma intenção de registo de intervalos temporais sem coordenadas, espaços de ausência, entre as narrativas que atravessam os lugares. Todo o programa estético do artista se suporta, portanto, na recusa da dimensão iconográfica da imagem , ou seja, na dissolução do vínculo que liga o visível ao legível e conforma o visual às lógicas e codificações do logos; as suas fotografias não se revestem de significados secundários nem delas emergem narrativas codificadas ou se arquitectam universos simbólicos estáveis. No momento em que com elas nos confrontamos, nós apenas vemos imagens, para além da sua legibilidade e do que elas designam ou nomeiam, para além das possíveis representações que nelas possamos projectar.."
MCO ARTE CONTEMPORÂNEA | Rua Duque de Palmela, 143 | Porto | Segunda a Sábado das 14h às 19h (ou por marcação) | www.mcoart.com

terça-feira, 8 de junho de 2010

GALERIA TRINDADE - Porto


Até o dia 7 de Julho estará patente a exposição Avec le temps das artistas Cláudia Melo e Prudência Coimbra. Acerca desta exposição refere António Fernando Silva( Xai):“Este é o tempo e o espaço em que se encontram dois modos de fazer e dar a ver. Ao longo do tempo e contra o tempo ergue-se este lavor que, pensado com as mãos, é uma arte silenciosa que nos fala para os olhos. E este é o tempo em que se juntam dois modos interrogativos do fazer pintura, insistindo numa arte que persiste pelo fazer oficinal, inclusivo, que recolhe restos, fragmentos, objectos, transportando para a pintura corpos que ora se expõem ora se velam.”…
Galeria Trindade Rua Miguel Bombarda, 200 | Porto |Segunda e Sábado das 15h às 19h | Terça a Sexta das 14h às 19h. | www.galeriatrindade.co.pt