De 4 de Maio a 2 de Junho estará patente a exposição Le mur, L´humour, L’amour, de Ana Pérez-Quiroga (1960, Coimbra). A artista apresenta um conjunto de trabalhos feitos em tecido onde desconstrói figuras geométricas fetiche do modernismo num jogo de cores lúdico sobre harmonias cromáticas, reduzindo ou ampliando padrões a um vazio de significados quase primitivos. Mais uma vez, subvertendo a convenção obsoleta mas ainda presente da pureza autoral, a artista cita, sobrepõe, rouba, copia…Os painéis de azulejos de Maria Keil, o trabalho da dupla Josef e Anni Albers, nomeadamente “Homages to the square” (dele) e as aventuras têxteis (dela) nos primórdios do modernismo e da Bauhaus, as telas de Portinari e as suas abstracções dos arraiais brasileiros até chegar aos padrões triangularizados dos papelinhos que enfeitam as ruas. Alguns nomes numa possível lista de referências.
O Museu Colecção Berardo, de 10 de Maio a 21 de Junho apresenta uma exposição sob o título-conceito Dans le labyrinthe, Pierre Coulibeuf que oferece ao visitante múltiplos encontros imaginários. O artista descreve um mundo composto por «signos obscuros e imagens móveis, estranhas», um mundo tornado fábula. Estes encontros invocam as realidades múltiplas da arte: fotografia, pintura, cinema, vídeo, música, dança, todas presentes nas obras expostas: Dédale (2009), instalação composta por uma série de fotografias e quatro imagens em movimento (Dédale foi uma obra encomendada pela Fundação Iberê Camargo, em Porto Alegre, no Brasil; a obra foi concebida, em grande parte, com referência ao edifício de Álvaro Siza); Delectatio morosa (1988-2006), imagem em ciclo produzida a partir do filme Klossowski, peintre-exorciste; ou ainda, no anfiteatro, o filme-instalação Crossover (2009). Podem ainda referir-se as seguintes obras: as instalações Le Démon du passage (1995-2006), inspirada no universo mental de Jean-Luc Moulène; The Warriors of Beauty, com base em coreografias de Jan Fabre; Love Neutral a partir de fotografias de Suzanne Lafont e textos de Maurice Blanchot; e ainda Lost Paradise 2 (2002-2003), inspirada nas obras de Jean-Marc Bustamante e no cinema de Michelangelo Antonioni. Co-produção : Musée de Saint Etienne, CulturesFranceImagem: Pierre Coulibeuf, Dédale, 2009 | Colecção Fundação Iberê Camargo, Porto Alegre, BrasilMuseu Colecção Berardo - Praça do Império | Lisboa | Aberto todos os dias das 10h às 19h (última entrada às 18h30) | Sábados das 10h às 22h (última entrada às 21h30) | www.museuberardo.pt


Até o dia 14 de Maio está patente a exposição de desenhos recentes de Domingos Rego com o título Inclinação Natural. Esta é a sua segunda exposição inteiramente dedicada ao desenho. O peso e a gravidade são convocados em todos estes trabalhos – como definição de lugares, como ponto de vista sobre os objectos, como captação de profundidade, volume, densidade e contraste, como abstracção da paisagem e como ocaso temporário.
Vida vegetal e mineral ou paisagem urbana captada a partir da estrada, fundo nocturno ou ponto de luz, deriva geométrica ou linha expressiva, apontamento mínimo ou sobreposição intensa, inclinação ou sobrevoo – as sete diferentes séries de desenhos registam marcas criando mundo, à escala de uma pequena pedra ou de uma lua longínqua. Cada mundo é um instante captado, como num registo fotográfico, por vezes em arrastamento e, frequentemente, tirando partido da máxima expressividade do preto e branco.
Galeria João Esteves de Oliveira - Rua Ivens, 38 | Lisboa | Terça a Sábado das 11h às 19h30 |Sábado encerra das 13h30 às15h | www.jeogaleria.com
Até o dia 15 de Maio está patente a exposição de fotografia intitulada In situ, da artista Manuela Marques.O trabalho de Marques tem-se manifestado no domínio da fotografia direccionada para o sentido de pertença, da distinção de momentos que assumem uma estaticidade da imagem em si, mas que também invocam o envolvimento da narração. As suas fotografias, produzidas geralmente em grande formato, surgem como convites pouco envergonhados para a esfera do privado, quer seja um privado espacial ou vivencial. A questão da luz e da perspectiva adopta um papel privilegiado e será pela sua aplicação técnica que os elementos estruturais de cada imagem recebem a direcção subjectivada da percepção. O silêncio proveniente do trabalho de Marques, sem constituir-se sinal de inactividade, é uma característica que parece ser vinculativa à amplitude das possibilidades e impossibilidades da nossa observação. Produtoras de expectativas e tensões, as fotografias silenciosas (ou será silêncio das mesmas?) lançam “isco” para absorver a atenção sem, porém, nos devolverem o significado. O seu trabalho faz parte de colecções públicas francesas como o Fundo Regional de Arte Contemporânea em Paris, Fundo Regional de Arte Contemporânea da Auvergne, Museu Malraux em Le Havre, Domaine Départemental de Chamarande, Instituto Camões em Paris, e da colecção de Agnès B. Em Portugal, faz parte da Colecção Berardo em Lisboa e da colecção do Museu da Imagem em Braga. Caroline Pagès Gallery - Rua Tenente Ferreira Durão, 12 – 1o Dto. | Campo de Ourique | Segunda a Sábado das 15h às 20h|www.carolinepages.com